Nuances
Quantas noites sangrei,
No silêncio vertente,
Alma descendo pelo corpo,
Desejando partir,
Desejando partir,
De tanta solidão doída,
Feito flor selvagem,
Longe de tudo,
Ao fim da primavera.
Quantas vezes morri,
No grito estridente,
Aos lânguidos ouvidos surdos,
Dos meus ais emudecidos,
Sopro de vida ao fio da espada,
Do meu surreal exílio,
Feito um barco a deriva.
Quantas vezes revivi,
Nos paralelos indubitáveis,
Sonhos imensuráveis,
Após longa estiagem,
Desta rebelde humanidade,
Repleta de passos enfadonhos,
Precisos em seus labirintos,
Cadinhos de álibis finitos.
Repleta de passos enfadonhos,
Precisos em seus labirintos,
Cadinhos de álibis finitos.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Perder-se do sol
Onde o cheiro do esquecimento ?
Onde soa mais real o eco
daquela canção que atormenta:
nas pedras do teu ouvido ?
no…
Darlan de Matos Cunha
Falta algo no conceito ?
Falta algo ? . Onde estavas se na época maior aqui não estavas ? Perdas e ganhos à mão pedras de sal no encontro pedra de açúcar no c…
Darlan de Matos Cunha
A Lua e o Girassol.
Para comemorar esta noite , a lua que me apresenta é monumental. Me clareia entre as árvores de meu quintal. Sua cor é de um girassol , …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Dagger Log
Pela América Central insular,
deixar pelas correntezas
o que não nos cabe levar:
deixar tudo vir a se dissipar.
Com o fl…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski