ATÔNITO
Oxalá eu fosse para você apenas um homem, um varão sem valor, iludido buscando um amor escondido, que não se revela, à porta de um coração que perscruta astuta donzela.
Suas artimanhas são tamanhas querelas, não contempla em mim capacidades austeras,
de viver e morrer por sorver bagatelas do ínfimo que me resta, mesmo assim ainda é o que me presta.
Esvair-me por arestas, que levam-me verter ofertas lançadas às desertas incertezas remotas, pois minhas apostas não são grandes derrotas, deixando-me vencer noutros frutos, valores ocultos de sábios astutos, meus sentimentos fortuitos.
Ipatinga, 01/08/2018
Erimar Lopes.
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