O MODO COMO VIVO
Aprendi a viver a última
Vida que me resta
Repleta de desapegos
A única perante a qual
Cedo - Por necessidade -
É àquilo que me move
E me faz mover
Salto de flor em flor
Daqui para lá
Provo pólen a pólen
E depois de saltar e de saborear
Não deprimo nem me entristeço
Simplesmente agradeço
Por continuar por cá
Pois o saltar da flor é apenas um adeus
Ao conforto e um olá à descoberta
O procurar um novo saber é descobrir os véus
Dos barcos de um porto e viajar de mente aberta
O nunca estar parado e dar atividade
À vida é o corromper de um fado de obscuridade
Que oculta uma objetiva saída
Isto sim, é viver
E assim vivo eu
A minha vida
©Leandro Freitas
07/2018
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