VESTES DE SEDA!
Outrora - com tuas vestes
em seda, luz e âmbar -
elucubraste, aos rastros de meus passos,
as fluentes sombras
de um cão;
enquanto eu nos via
em sonhos, oblações, vesanias
e recorrentes quedas
não decifráveis.
Agora, mesmo que tentes,
não mais podes sequer contemplar
as ominosidades e as angústias
que de mim singram
ao mundo;
enquanto eu
ainda consigo te perceber,
perdida nos mesmos labirintos
- sem espelhos -
de teu avesso e acorrentado
cerne.
em seda, luz e âmbar -
elucubraste, aos rastros de meus passos,
as fluentes sombras
de um cão;
enquanto eu nos via
em sonhos, oblações, vesanias
e recorrentes quedas
não decifráveis.
Agora, mesmo que tentes,
não mais podes sequer contemplar
as ominosidades e as angústias
que de mim singram
ao mundo;
enquanto eu
ainda consigo te perceber,
perdida nos mesmos labirintos
- sem espelhos -
de teu avesso e acorrentado
cerne.
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