METADE DA ÁGUA DOS MARES
Metade da água dos mares é lágrima fútil
Outro tanto saliva dos escárnios no mundo
Assim vontade e desprezo liquidificam-se
Distraindo as levadas por embates profundos
Lavando as honras em maré fértil
Por isso suspiram avivadas as incertezas
Resguardando em trincheiras os continentes
Apartando as milícias aos milênios
Cumprindo os íntimos sinais da natureza
Reformulando a seu modo tempo e cotidiano
Seres blindados optam chorar sem molhar as areias
Desconhecem a convergência das comoções
Não trazem no pranto essa gênese avara
Nem provocam as marolas e as tempestades
Não vivenciam as delicias das ilusões
Eu loucamente quando choro revolvo oceanos
Com a futilidade dos meus desenganos e paixões
Outro tanto saliva dos escárnios no mundo
Assim vontade e desprezo liquidificam-se
Distraindo as levadas por embates profundos
Lavando as honras em maré fértil
Por isso suspiram avivadas as incertezas
Resguardando em trincheiras os continentes
Apartando as milícias aos milênios
Cumprindo os íntimos sinais da natureza
Reformulando a seu modo tempo e cotidiano
Seres blindados optam chorar sem molhar as areias
Desconhecem a convergência das comoções
Não trazem no pranto essa gênese avara
Nem provocam as marolas e as tempestades
Não vivenciam as delicias das ilusões
Eu loucamente quando choro revolvo oceanos
Com a futilidade dos meus desenganos e paixões
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