NO PAÍS ONDE MORO
No país onde moro
Tudo é incrivelmente notório:
Todos choram de alegria
Locupletam-se de bondade
Esmoecem de emoção
Relaxam com a extrema candura
Amofinam-se de intenso amor
Esbabacam de paixão
Afrouxam de felicidade
Derretem de benevolência
Intrigam de generosidade
Amolecem de gratidão
Amuam de tanto rir
Enfadam de bonança
Desolam de tanta fartura
Entristecem-se de apaziguados
Escaramujam de galhardia
Agitam de benquerência
Adoecem de mansidão
E arreados de otimismo
Morre-se momento a momento
De extremo prazeroso altruísmo
Venturosa fraternidade
E inefável contentamento
Tudo está portanto translúcido
No estado de espírito
Daquele país tão bonito
Onde todos tem o hábito
De imaginar a mesmice
Da peculiaridade que se tornara
O mundo em que se convive e acredita
E interrogam - porquê egoisticamente
Apenas eu o habito
Tudo é incrivelmente notório:
Todos choram de alegria
Locupletam-se de bondade
Esmoecem de emoção
Relaxam com a extrema candura
Amofinam-se de intenso amor
Esbabacam de paixão
Afrouxam de felicidade
Derretem de benevolência
Intrigam de generosidade
Amolecem de gratidão
Amuam de tanto rir
Enfadam de bonança
Desolam de tanta fartura
Entristecem-se de apaziguados
Escaramujam de galhardia
Agitam de benquerência
Adoecem de mansidão
E arreados de otimismo
Morre-se momento a momento
De extremo prazeroso altruísmo
Venturosa fraternidade
E inefável contentamento
Tudo está portanto translúcido
No estado de espírito
Daquele país tão bonito
Onde todos tem o hábito
De imaginar a mesmice
Da peculiaridade que se tornara
O mundo em que se convive e acredita
E interrogam - porquê egoisticamente
Apenas eu o habito
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