CASA VELHA, ALMA TEIMOSA
CASA VELHA, ALMA TEIMOSA
Outrora bela e majestosa
Chegava a dar gosto,
De alpendre chamativo,
Que num toque de magia
Conseguia dar-lhe um rosto.
As janelas transparentes
Desnudavam a beleza do quintal,
Reluziam para quem via
Sua força monumental.
Mobilhada a seu tempo,
Causava inveja a quem lá entrava,
Visitada com frequência,
Ela bem os recebia,
A qualquer hora da noite
Ou durante todo o dia.
Mas o tempo passou rápido
E o encanto foi sumindo,
O que era novo ficou velho,
O que era firme foi caindo.
Já passou por uma pintura
Para mudar sua aparência,
Mas é mesmo a estrutura
Que suporta a consequência.
A fachada exuberante
Começou a descorar,
O telhado, antes, elegante
Agora, deixa a desejar.
As janelas, agora, embaçadas,
Não mostram mais com nitidez
O vigor do seu dono
Que, agora, Era uma vez...
O terreiro jardinado
Passou a chão baldio,
Mas lá dentro tem um dono
Que, o tempo passar, não viu
Esqueceu de envelhecer
E, sua casa, não quer deixar
Não acredita no que vê
E ainda teima em lá ficar.
Sabe que um dia irá ruir,
Mas se nega a sair
Até que o último dos tijolos
Se desfaça, se esfarinhe até sumir.
Essa casa, é o corpo de um homem velho
Com uma alma aprisionada; deslocada, porém bela,
Que mesmo triste com as rachaduras
Na cantoneira da janela
Não aceita as rupturas
Que o fazem separar dela
Chegava a dar gosto,
De alpendre chamativo,
Que num toque de magia
Conseguia dar-lhe um rosto.
As janelas transparentes
Desnudavam a beleza do quintal,
Reluziam para quem via
Sua força monumental.
Mobilhada a seu tempo,
Causava inveja a quem lá entrava,
Visitada com frequência,
Ela bem os recebia,
A qualquer hora da noite
Ou durante todo o dia.
Mas o tempo passou rápido
E o encanto foi sumindo,
O que era novo ficou velho,
O que era firme foi caindo.
Já passou por uma pintura
Para mudar sua aparência,
Mas é mesmo a estrutura
Que suporta a consequência.
A fachada exuberante
Começou a descorar,
O telhado, antes, elegante
Agora, deixa a desejar.
As janelas, agora, embaçadas,
Não mostram mais com nitidez
O vigor do seu dono
Que, agora, Era uma vez...
O terreiro jardinado
Passou a chão baldio,
Mas lá dentro tem um dono
Que, o tempo passar, não viu
Esqueceu de envelhecer
E, sua casa, não quer deixar
Não acredita no que vê
E ainda teima em lá ficar.
Sabe que um dia irá ruir,
Mas se nega a sair
Até que o último dos tijolos
Se desfaça, se esfarinhe até sumir.
Essa casa, é o corpo de um homem velho
Com uma alma aprisionada; deslocada, porém bela,
Que mesmo triste com as rachaduras
Na cantoneira da janela
Não aceita as rupturas
Que o fazem separar dela
Aleomar Tolentino
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