Tela do tempo
Alimento todo este silêncio com ecos de
Uma nova esperança sincronizada em muitas
Gratuitas gargalhadas além fertilizadas
Desfaço cada curva do tempo e nele me
Embrenho mais homogeneizado regando a alegria
Quase gigantesca, tão geométrica, bem enraizada
Além no futuro esvoaça a solidão prenhe
De tristezas tão profundas e cabe-me embebeda-las
Com memórias ilustres, clementes...tão galvanizadas
Manietei a madrugada e fundi-a na tela do tempo
Roubei até todas as tranquilidades que um beijo antes me dera
Até gizar por fim uma caricia, jurada, amenizada, potencializada
Desamparado o céu esconde-se no seu breu imenso
Monopoliza cada gota de luz canonizada num verso bem
Vasculhado..ali onde desaborreço a saudade sempre hostilizada
Frederico de Castro
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