deixa estar


trago no peito o aço estampado
a brasa que arde dos sonhos desfeitos
tenho virtudes de ares roubados
tenho pecados e muitos defeitos
rodei caminhos por rotas estranhas
quebrei os espinhos, feri as entranhas
vivi dos amores, senti os prazeres
guardei meus temores, criei meus poderes
a vida me deu o que pôde me dar
o resto eu peguei como pude pegar
o céu ficou longe, não posso chegar
o inferno é aqui mesmo, então deixa estar
EG
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