Vou caminhar até ruas de barro da cidade, ao invés de esperar que o pôr do sol seja visível das avenidas fechadas do meu bairro.
E então aproveitar a brecha para respirar umas tomadas de ares puros, que acompanham a brisa incessante das pastagens ao horizonte, ao invés de esperar que tragam-me purificadores de ar...
Olharei as planícies e planaltos, viajando com a alma em cada uma das erosões que os cercam...
Vou fugir dessa vida mecânica, e ressentir na pele fina e mal acostumada, a poeira das poucas simplicidades.
Vou arrumar meu próprio jardim ao invés de esperar que me tragam flores.
Autor: Julio Anderson
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