
o louco
aquele homem andava a esmo
tal qual defunto sem cova
procurando por ele mesmo
procurando uma boa nova
tinha um andar titubeante
dos que vivem n’outra esfera
e no seu pensar destoante
já nem sabia quem era
por isso às vezes sorria
mas quase sempre chorava
pois pensava que sabia
mas quase nunca pensava
de tanto vagar pela vida
sentiu que a vida vagava
sentiu que a vida vagava
todo dia era partida
mas nada nunca chegava
tão louco, que às vezes morria
e mais louco ainda, ressuscitava
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
God's children ben vindo
God's children Ben vindo To a beautiful day Let's not waste that day By sleep in If we sleep in we will Not sleep at might So we must enj…
Aldo gabbay kraas
Primeiro Amor ... Primeiro Desencanto !
Afeição tão doce e mansa parecia
Nas respostas das palavras que dizia,
Não parecia um carinho duvidoso
Q…
Armando A. C. Garcia
É amando que se é amado.
Para quem nunca teve uma namorada fica muito difícil falar de amor - Ouvi falar muito que é dando que se recebe... é abraçando que se rec…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Revendo o que nunca antes
Se é de mágoa o que se cala sem régua o que ala que se faça entrave ao que molhe o deserto da língua com o suor do espanto
Darlan de Matos Cunha