A Dor e a Lagrima
A dor que carrego
Nesse mundo avesso
Onde o mal prevalece
E o bem que paga o preço
Jovem sem rumos
Sem respeito aos ancestrais
Vidas interrompidas, ceifadas
Desmaterializada em pontas de punhais
É tanta a maldade humana
Tudo está tão confuso
Nem sei mais quem são os racionais
Em todos os cantos, há pranto de dor
A dor da fome, do preconceito, do desamor
A dor de doer, de prender,
A dor que chega a se abater
Insuportável, desfavorecida
A dor passageira, que brinca com a vida
Uma dor repentina que aparece numa curva
Pra ninguém perceber minhas lagrimas
Eu chorarei na chuva.
Negro Vatto/Edson Nogueira
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