Párnaso I
I
Penar suntuoso, é sentimento aceso,É viver o verso cru e feroz;
Chorar a perda, mesmo com desprezo,
É amar aquele que é o teu algoz.
Quem diria; eis a salvação para este caso:
O Deus do Amor, pálido como a noite;
Assiste o Homem, do longíquo Monte Párnaso,
E castiga a todos que não amam com um terrível açoite!
Rogo para que me ouças, pois a ti eu ouvi!
Amar poetas em teu monte; Nestor e Orfeu!
As lindas árvores, as lindas flores, os belos colibris...
Amargos!Oh, não verão o apogeu!
Fujai então para o Monte, aquele que vivi
E ensinai o Deus do Amor a amar como eu!
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