No dia em que nasceu a eternidade

No dia em que nasceu a eternidade,
éramos crianças,
ainda a nuvem podia ser uma ovelha,
e o sol uma laranja.
No dia em que nasceu a eternidade,
não éramos muitos,
sabíamos profundamente quem éramos,
e éramos iguais.
No dia em que nasceu a eternidade,
podíamos simplesmente ser,
ainda a pureza e a inocência eram possíveis,
e acreditávamos na verdade.
No dia em que nasceu a eternidade,
estávamos em cada um, nós,
comunicávamos sorrindo, sem falar,
e éramos partes de um todo.
No dia em que nasceu a eternidade,
sobrevoávamos as nuvens, 
espalhávamos brisas de sorrisos pela manhã,
éramos serafins, querubins...
No dia a seguir ao dia em que nasceu a eternidade,
esquecemo-nos de tudo isto...
e crescemos!

25 Agosto 2009

(Raquel e seus anjos, sobrevoando num qualquer nascer do sol a caminho da ilha da Madeira + a banda sonora do filme "Angels in America))
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