QUANDO A VI TÃO BELA
Assim quando a vi tão bela, a sensação no coração de querê-la tão singela em minha vida, sem despedida aos meus olhos que fitavam as maravilhas tuas como paisagens nuas de altas montanhas nas densas florestas, que em suas entranhas abrigam seres que amam folhagens espessas. Com todas as sortes sonhar nas alturas por teus sentimentos, que fortes me levam a cair nas branduras dos teus afagos, que fazem toar os batimentos da fonte que pulsa em meu peito, uma ponte lingando aos desejos teus, no leito, ávidos desejos meus. Assim quando a toquei tão suave, correspondeste-me em silêncio em delícias, que de provadas carícias sentidas deste-me, em excelso fulgor por provar do teu sabor nos arrochos sem dor aos céus elevaste-me. Assim quando de mim não soltaste, quanto mais jubilaste de alegrias sem risos, lágrimas de regozijos a brindar com o tempo para que durasse a contento, pelos corpos ardentes e exaustos por tanto amor portento, que de doce a fugaz nos levando ao êxtase, lânguido, imenso, e intenso gozo traz.
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