OS SEGREDOS DAS PAREDES
Eu vi a vida que sofrida foi, as mãos ásperas que onde tocam dói. Dói na ferida da alma que chora horas de desconsolo, suspirando em angústias sem apelo. Eu li os olhos que fechados foram, foram abertos em prantos desaforos tantos, que as lágrimas levaram com tristeza os seus tesouros, feito ovelhas com destino aos matadouros. Eu vi a virgem com calor que queima, queima quente na carne que sente, o desejo que lança tanta gente, na fornalha com calor ardente. Eu vi a casa que habitada foi, que as paredes ocultam os segredos dela, que alí aos olhos de uma sentinela viveu oprimida uma doce donzela. Eu vejo o amor perdido nos caminhos, em encruzilhadas a clamar, eu sei que as rosas têm espinhos, espinhos que nos impedem de amar. Eu não desisto de ouvi-lo um dia, eu sei que um dia me chamará, pela vida que sofrida foi e as mãos ásperas que onde tocam dói, pelos olhos que abertos foram, em prantos desaforos tantos, pela virgem com calor que queima, queima quente na carne que sente, que habitarão a casa da doce donzela, que oprimida foi aos olhos de uma sentinela, e desvendarão os segredos das paredes dela.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
So sad he had to go
So sad he had to go
Yes he was suffering a lot
He was an alcoholic also
He used to drink like fish
Yes he was destroying his liver
A…
Aldo gabbay kraas
Um casal ( a terra e o humano )
Nossa criação humana sempre foi muito bela... desde a formação desta magnifica terra - nada foi criado contra o homem e a mulher... pelo …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael