Como um maltrapilho desorientado, caminho sem destino pelas desilusões da vida
Feito um indigente, sem família, sem casa
Um pássaro recém-nascido expulso de seu ninho
Fui lançado sem piedade, despido e chorando, ao mundo real

Meu coração foi arrancado, ou se perdeu no caminho
Minha alma já não faz parte do meu corpo
Sou uma caixa de ossos habitada pelo vazio

Sinto-me distante de tudo o que parece real
Perdi toda e qualquer esperança
Vivo uma vida infeliz e sem sentido
Uma vida mentirosa que idealizaram por mim

Pouco a pouco me afundo na lama do desespero
A cada dia morro um pouquinho mais
Caindo no abismo infinito da amargura
Morto por dentro, fingindo estar vivo por fora
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