ARRISCANDO NA POESIA


Por simples ausência
,
De quando em vez arisco-me na poesia.

Lanço-me sem receios no único abismo encantado que me fascina!
Momento que viver sem chão,
Parece-me um porto seguro,
Compacto, intenso!

 E para que não seja em vão,

A macheza de lançar-me ao vento,

Numa correnteza invisível que me anima,

Não fito a direção do encantamento,

Mas encantado sigo a minha sina!
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