CONFESSO

Meu belo lugar disciplinado
Passeia por dentro de mim
Acolchoando os sentimentos
Depois preventivamente faz companhia
À minha sombra fria e flana
Com ela inocente por toda luz
Impedindo que eu minta, roube
Xingue, mate, arrebente
Faça caretas, cuspa longe
Admoeste, desabe e amoleça 

São estes pecados professos
Intimamente travessos
Que desconheço, não reconheço
Mas são confessos de penitência

Rogai, pois, por mim o perdão dos mundos
E não precise abalroar nenhuma intenção
Exceto a de não querer ser bom enquanto reto
E pródigo com aquilo que não me seja válido
Por ter valido ser correto
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