SUSTO

Injusta é essa vertigem pela pressa
Intenso não é fazer tudo tão rápido
Nem desperceber a verdadeira imagem
Do que possa sempre parecer propenso
 
Há cadência em toda ação velada
Antes de tornar-se simplesmente
No que se crê o que se pensa

Frágil e singelo é o nascer consequente
Do ultimo suspiro ao romper do elo
Entre os sentidos e a carne
Aquilo que dizemos morte

Existimos no cerne do universo
E somente desintegramos
Da vida num istmo de susto

De igual maneira viemos
A qualquer preço e a todo custo

Para que lamento então
Se estar no mundo num repente
É tão bonito e justo?
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