ESPERANDO AO QUE NÃO CRIA
Quando disse que me amava confesso que não acreditei, não era o que eu esperava. Hoje o meu coração se elevou e nele perpetrou fortes sentimentos por ti em que eu pensava, despertou em minh’alma o amor, oh! Quão excelso amor por ti que eu senti no momento, lágrimas de contentamento na solidão, na exaustão da minha existência que aguarda confiante e anelante o cumprimento da promessa em excelência. O amor se aportou em minh’alma, ele é imenso, despertou em meus olhos o desejo de ver-te tão intenso, me alegraria em te encontrar e novamente te abraçar, tocar o teu corpo e sentir o teu enigma difícil de descobrir. Moça confesso-te, grande falta me faz, não tenho forças para correr atrás do teu amor, estar sozinho isto não me satisfaz, neste frio sem nenhum calor. Moça diga logo o que queres de mim, não me deixes na solidão assim, esperando o que seja o meu fim. Pois em você muito já se cumpriu, o que não era visto muito do invisível se viu, ainda mais em luz se verá, fico feliz que muito mais se fará, em sua vida todo gozo provará e, em teus pés todo fundamento firmará daquelas coisas que pareciam impossíveis, aos olhos vagos, de naturezas intangíveis. Por amar-te, eu te espero, o alimento, a água, o ar que respiro se me tiram, ainda vivo e resisto porquê te quero. Se vai à angústia tanta em minha percepção, que lúgubre desvaira o meu coração, na incerteza de toda fomentação em não saber, que o que há de existir há de vir, que o que mata a sede na sequidão, não são águas torrentes, correntes em vão, que não alcançam a língua na boca em um deserto sertão, na provação de vidas, aguardando uma gota de salvação no calor excessivo do exílio em desunião. Ademais moça, tudo isto são sombras do porvir, eu existo por forças Daquele que fez tudo existir, que mudou o teu coração para a Ele servir, que cercou os teus caminhos e os teus olhos abriram, mudou o teu semblante em tua face e o teu riso e, encheu a tua alma de eterno regozijo. Agora moça como antigamente, quero você meu presente, por tudo que ainda se sente em nossos corações, que se indagam: por que nos privarmos de nós? Como se estivéssemos a sós escalando uma longínqua barreira, acreditando que as nossas forças por si só nos levaríamos a chegar ao final do percurso, onde nos encontraríamos ao final da carreira.
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