Indulto para a solidão
Restam da escuridão sombras asfaltadas
Numa luminescente manhã desbravada
Insuflam aquela subtil neblina que sem custódia,
Amordaça minha solidão sempre catapultada
Crio versos e sílabas apaixonadas flutuando
Pelos batentes do tempo num vai vem indultado
Inspirando a força das palavras astutas, dotadas
Deixando o silêncio com ganas de gritar quase molestado
Perfumadas pelo olfacto do tempo excitam-se loucas horas
Tão atarantadas, gravitando sob um manto de espessas
Brumas escoltadas por pequenos gomos de ilusão arrebatada
Além, um bando de silêncios exultam bem ostentados
Desmembram emoções que só eu interpreto enquanto
Peneiro a saudade andarilha, latente…desconcertada
Frederico de Castro
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