Dia Cinza
Fúnebre, um dia fúnebre, cinza. A neve, não há neve. Não há nem frio nem calor, não há sentimento, talvez o vazio seja um sentimento que não deram nome ainda. Por que escrever uma poesia em um dia que não se sente nada ? Poesias não se resumem no ato de sentir ? Então talvez isso não seja uma poesia, seja só palavras jogadas ali, formando um texto e uma ideia de uma pessoa que não sente nada, como um robô. Por que não escrever sobre essa falta de sentir que é como um fantasma que sempre aparece para mim, nas horas mais inesperadas ele me assola, me esvazia e me corrompe. Corrompe a menina feliz de sorriso sempre mostrado com os olhos em formato de lua minguante. Tem brilho nos olhos mas pra onde foi esse brilho? se afogou no fosco. Virou só mais uma face com os dentes cerrados e os olhos dispersos em um lugar que não existe. Perdidos em um mundo que ninguém consegue entrar e eu não consigo sair. Quando eu sair vou me perguntar porque adentrei nele, sempre vou ver como uma coisa estupida, até estar lá de novo e de novo.
26/10/2018
26/10/2018
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Autor
2018-12-16
Os sentimentos sempre caminham com a gente, não sentir nada talvez também seja um sentimento.
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