À beira do mar...

Ondulam além solventes maresias
Encaracolam-se na areia sonoramente
Felizes deixando no tempo uma
Parestesia de emoções sensoriais e fugidias
À beira do mar rebola uma maré grata e esturdia
Fazendo um looping na solidão que barafusta
Encardida de silêncios e palavras acídias
Oh, mar que te recreias numa brisa eterna e vadia
À beira do mar rebentam emoções gigantes
Em grande picardia expondo nas margens do
Tempo uma hora bolinando rebelde e baldia
Sem pressas acosta ao cais das saudades uma
Memória afogada em sonhos dissidentes, bordejando
Oceânicas maresias apaixonadas e irreverentes
Frederico de Castro
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