Senhor do ser
O ser não é sabedoria infinita
O castigo da alma não é saber
Se sou ou se não sou o ser
Senhor de pouca hora, pouca vida
Não sou aquele que está ali
Sendo sempre cego ao acaso
Ser ambíguo, tédio e ódio não atraso
Ser aquilo que não fui, ser aí
No lastro daquilo que é, ser, não fui
Já não sei mais como acaba
As tantas vezes que não fui como desejava
Naquilo que toca a vida, o ser eu fui
Sendo a arte, do ser amado, fui o adeus
Fui a sombra dos verso que foram meus
O castigo da alma não é saber
Se sou ou se não sou o ser
Senhor de pouca hora, pouca vida
Não sou aquele que está ali
Sendo sempre cego ao acaso
Ser ambíguo, tédio e ódio não atraso
Ser aquilo que não fui, ser aí
No lastro daquilo que é, ser, não fui
Já não sei mais como acaba
As tantas vezes que não fui como desejava
Naquilo que toca a vida, o ser eu fui
Sendo a arte, do ser amado, fui o adeus
Fui a sombra dos verso que foram meus
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