GARIMPO
As mãos calejadas, o rosto sofrido, a pele queimada pelo sol
Um jugo pesado, trabalho forçado, batalhando pelo pão
O trajeto é difícil, há grandes perigos feito peixe ao anzol
A distância é longa, muito se anda, e não há condução.
Alegria não há, se o sorrir é chorar por consolação
Ai Deus meu! Nos mande um socorro e livra-nos do Seol
O que se colhe é pouco, o que sobra é sufoco na imaginação
No mínimo uma nuvem que aplaque o fogo deste quente sol.
Nossos lombos já estão trilhados, nossos pés trincados na carne
O que nos alivia é saber que a agonia vai-se ao fim do dia
Mina o sangue misturado com o nosso suor na ferida que arde.
Nesta terra de loucos onde o ouro é para poucos sem piedade
Os oprimidos e as máquinas, sem lei de verdade que te auxilia
A ganância do homem pelo metal precioso implica maldade.
Um jugo pesado, trabalho forçado, batalhando pelo pão
O trajeto é difícil, há grandes perigos feito peixe ao anzol
A distância é longa, muito se anda, e não há condução.
Alegria não há, se o sorrir é chorar por consolação
Ai Deus meu! Nos mande um socorro e livra-nos do Seol
O que se colhe é pouco, o que sobra é sufoco na imaginação
No mínimo uma nuvem que aplaque o fogo deste quente sol.
Nossos lombos já estão trilhados, nossos pés trincados na carne
O que nos alivia é saber que a agonia vai-se ao fim do dia
Mina o sangue misturado com o nosso suor na ferida que arde.
Nesta terra de loucos onde o ouro é para poucos sem piedade
Os oprimidos e as máquinas, sem lei de verdade que te auxilia
A ganância do homem pelo metal precioso implica maldade.
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