Garota invisível
Eu sou uma garota invisivel
Há um grande espelho em frente a multidão
Me coloco em frente a ele com hesitação
Tudo em volta sou capaz de captar
Menos meu reflexo que não está lá.
Eu grito! Está queimando dentro de mim
Mas como alguém me ouvirá?
Ninguém é capaz de me tocar
Porque a minha pele desaparece com o vento
Como poeira em meio ao ventaval
Eu observo todos, mal sabem eles
Seu jeito, sua roupa, seus passos
Suas unhas, seu cabelo, seus lábios
Eu observo, eu os rotulo
Eu admiro, e eu os julgo
Silenciosamente conheço seus gostos
Sua astúcia, seu desaforo
Sua beleza interior
Sua presença repleta de cor
Rosa ou cinzento, o que for
Tudo isso em sigilo
O silêncio é a minha arma
Será que para eles sou invisível?
Eis a pergunta que nunca se cala
Será que assim como eu também
O silêncio é a arma de um outro alguém?
Há um grande espelho em frente a multidão
Me coloco em frente a ele com hesitação
Tudo em volta sou capaz de captar
Menos meu reflexo que não está lá.
Eu grito! Está queimando dentro de mim
Mas como alguém me ouvirá?
Ninguém é capaz de me tocar
Porque a minha pele desaparece com o vento
Como poeira em meio ao ventaval
Eu observo todos, mal sabem eles
Seu jeito, sua roupa, seus passos
Suas unhas, seu cabelo, seus lábios
Eu observo, eu os rotulo
Eu admiro, e eu os julgo
Silenciosamente conheço seus gostos
Sua astúcia, seu desaforo
Sua beleza interior
Sua presença repleta de cor
Rosa ou cinzento, o que for
Tudo isso em sigilo
O silêncio é a minha arma
Será que para eles sou invisível?
Eis a pergunta que nunca se cala
Será que assim como eu também
O silêncio é a arma de um outro alguém?
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*