SEM CURA

O que será de mim se a vida prolongar?
Continuarei ferido sem cura ainda assim.

Em tristeza e solidão, sem sentir o chão,
Andando a voar numa nostálgica ilusão.

Em contar estrelas perdidas, sentado,
Malogrado, num badalado botequim,

Onde os bêbados à noite hão destilado,
Em suas gargantas as suas fracas almas.

Misturadas a bebidas fortes, gargalhando,
Com os sorrisos vazios de hálitos etílicos.

Don’t make sense uma noite sem doses,
Esperada lucidez com ondas calmas,

Se o mar da vida está levando revolto,
Em suas águas dores e suspiros poéticos.
286 Visualizações

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.