Perigo
Me refugio na poesia
Não me atento a hora
Se já deram onze da matina
Ou se estou perdida na esquina
Quando sinto que estou em perigo
Sinto a morte, medo, quase suicidio
Corro para a janela branca
Me jogo e vejo tinta
Muitas estrelas rascunhadas
Estão jogadas na calçada
Está lá mais um corpo atirado
Mais uma de mim acaba de morrer
Deixo as minhas cascas jogadas
Já estão empoeiradas
Cascas, corpo, estrelas
O peso de viver acaba de renascer
Em um novo amanhecer
Não me atento a hora
Se já deram onze da matina
Ou se estou perdida na esquina
Quando sinto que estou em perigo
Sinto a morte, medo, quase suicidio
Corro para a janela branca
Me jogo e vejo tinta
Muitas estrelas rascunhadas
Estão jogadas na calçada
Está lá mais um corpo atirado
Mais uma de mim acaba de morrer
Deixo as minhas cascas jogadas
Já estão empoeiradas
Cascas, corpo, estrelas
O peso de viver acaba de renascer
Em um novo amanhecer
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