Ex-Servo
Vai embora,
O que podes querer de mim?
Se já levaste água que me leva,
Porque queres traçar o meu fim?
Leva este vinho,
Que me faz ter devaneios,
Esse olhar que me mata mais,
Que a beleza desses seios,
Diz o que quiseres,
Afinal de contas nada me importa,
Sai, vive a tua vida,
Que a minha já nasceu torta,
Quem me dera recuar,
Até aquele vão de escada,
E dizer que aquele beijo,
Era uma garrafa envenenada,
Eu amei conscientemente,
Na conformidade desta obssessão,
Por muito amor que existisse,
Nada vindo de mim foi são,
Por isso vai,
Corre e desaparece,
Bebe do meu copo,
Consome-me e esquece-me.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*