TRANSIÇÃO
Sinto as minhas vistas escurecidas, estão cansadas fracas em mim, as minhas mãos já não têm mais a firmeza, estão trêmulas em mim, fui contido pelo tempo, gasto pelos vícios, nem foram tantos anos, me perdoe meu amor eu não quero morrer assim como um caule sem luz, uma flor que seca, um pendão sem pátria ao vento. Com ressentimento por te ferir perdoa este que te implora, dá-lhe redenção. Meu coração foi ferido, ele dói, a dor é forte, fraca fonte dentro de mim, recorrer ao passado desta triste vida meu amor não me trará vigor, me ame e diga que cuidará deste que vos clama até chegar a hora que o gosto de nada se sente, que os ouvidos ouvirão o sussurro do silêncio da separação. Meu amor, aquele que corria veloz agora pende a sua alma, veja, este que ainda vos fala, ouça, e prometa as petições antes que sinta a certeza do abraço frio daquela que o desprenderá.
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