INSENSATOS

Preciso alguns gomos para compor poncãs
Inserir sementes nos bagos
Envelopar delicadamente seus adocicados cristais
Costura-los então com cordões de cera e seda cítrica
Acoplar tudo no hermético veludo interior das cascas
Para que não se deteriorem e suportem as intempéries
Dos olhares de cobiça pelo viés cheiro hibrido
E suas magnificas alaranjadas cores

Depois pendura-las na ponta dos galhos
No segundo andar dos pés como bandeiras expostas
Já todas madurecidas pelas mãos do tempo
E aguardar a hora propicia de as apanharmos
Insensatos da janela
Igual fez Deus outrora incendiando astros
Para espalhar estrelas

Simples assim como fazer poesias
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