O ÚLTIMO ABRAÇO DE ASAS!
Quando o cemitério
se encheu de modo que não coubesse
nele mais nem um fantasma,
as sombras
e as chuvas de foco apareceram
para ameação aquele amor
avissal:
então eu disse a ela
que aquela noite seria diferente,
engolideira, impiedosa,
com a diferença
que desta vez ela não sorriu, nem zombou,
nem exerceu o divino poder
de seu ego com a palava:
apenas se despiou
e, chorando ao ver lágrimas em meus olhos,
pediu-me:
“Então vem, meu amor,
eu também senti o perigo;
vem para nosso último abraço
de asas!”
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