Teatro sem cortinas
Marionete sem cordas,
Controlado remotamente
Mente vazia, corpo automático,
Contudo, dor latente.
Tão quanto um fantoche,
Onde repete um roteiro,
Sigo o meu próprio,
Anestesiado por inteiro.
E, como um boneco,
Quando defeito apresentado,
É de fácil solução!
Simples, és trocado.
Mas a manutenção desse fantoche,
Admito ser complicada,
Pois pele não é pano,
Não costura uma facada.
Que acertaste o coração,
Verdadeiramente o machucou,
Mas Deus, me pergunto:
Por que não sangrou?
Apunhalado pelas costas,
E não há nenhum equívoco...
O golpe efetuado
Pelo seu próprio ventríloquo.
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