PRECIOSAS

É a terra que consome calada,
Em teu seio, sulcos, e ocos,
É o choro que aguça a risada
Do inimigo fugindo aos sufocos.

São as marcas numa face oculta
Que não mostra ressentimentos,
Em um corpo que tanto labuta
Pela preciosa coroa aos ventos.

Com a morte na forca ao relento
Sorve a vida preciosa porção,
Fortalece ao instinto sangrento
Aniquilando sem qualquer reação.

Ao oponente só resta a junção
Da preciosa gama de saberes
Para conservar o seu coração
Livre e isento de certos prazeres.

Se necessário o faz querer viver
Pela rica e preciosa sabedoria,
Se não convém debalde morrer
Pelas mãos do inimigo à revelia.
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