Vestida de preto
Vestida sempre com seu manto preto e longo, que mal permite vê os seus pés;
Sempre serena, observadora, detalhista e próxima;
Misteriosa, cheia de segredos, para a grande maioria assustadora, para poucos é descrita como muito realista e amigável;
Conhece os segredos sobre o outro lado, sabe muito bem o que existe após a linha do horizonte;
Muitos dizem que ela está por perto quando os animais começam a uivar, ou quando estamos sendo acompanhados por olhares atentos de corvos e corujas, sentimos o frio congelante que marca o começo do fim.
Ela não pede passagem, ela é a própria passagem, na maioria das vezes não pede opiniões e nem desculpas;
Já disseram por ai, que ela gosta de sussurrar ao pé do ouvido e não interessa se estão dormindo ou acordados;
Implacável, única e talvez a ultima coisa que queremos vê chegando, com seu véu preto e longo arrastando no chão.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Um casal ( a terra e o humano )
Nossa criação humana sempre foi muito bela... desde a formação desta magnifica terra - nada foi criado contra o homem e a mulher... pelo …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael