INTUIÇÃO
Creio no amor, creio na vida,
No amor como a fonte maior,
Que traduz o perdão em valor.
Creio na vida assim enaltecida.
Creio na flor que desabrocha,
Num desejo flamante tocha,
Que escurece os olhos vivos
De um homem firme rocha.
Creio na profecia inda futura,
Que mostrará aquela amada
Na palavra forte esquadrinhada
Em detalhes de uma pura lisura.
Creio na face formosa do céu,
Em mulheres que o cabelo é o véu,
E que na boca o beijo é ardente,
Que encobrem o corpo envolvente.
Não creio na virgem indolente,
Em caminho de encruzilhada,
Na serpente que dorme inocente,
Não creio na aparência de nada.
No amor como a fonte maior,
Que traduz o perdão em valor.
Creio na vida assim enaltecida.
Creio na flor que desabrocha,
Num desejo flamante tocha,
Que escurece os olhos vivos
De um homem firme rocha.
Creio na profecia inda futura,
Que mostrará aquela amada
Na palavra forte esquadrinhada
Em detalhes de uma pura lisura.
Creio na face formosa do céu,
Em mulheres que o cabelo é o véu,
E que na boca o beijo é ardente,
Que encobrem o corpo envolvente.
Não creio na virgem indolente,
Em caminho de encruzilhada,
Na serpente que dorme inocente,
Não creio na aparência de nada.