Conversa com a rocha
O que há em ti, rocha?
Um composto de minerias,
uma façanha da geologia,
ou um projeto perfeito?
Se eu te delivoro um golpe de espada,
refletes, e com um embalo, repulsas,
minhas pernas e braços em movimento.
Minha lança não te perfuras,
meu martelo não te quebras.
Tu se mantém firme, rocha,
sóbrio, velho e sadio.
Assim como tu são meus pensamentos,
rocha, minério de ferro, hematita.
Por mais que o mundo me abale,
apenas eu mudo sua composição.
Mas, ora, assim diz o ditado:
Que água mole em pedra dura,
tanto bate, até que fura;
e o que não falta nesse mundo é água.
Eles perambulam por aí,
reclamando que o amor é líquido,
mas, ao ver um simples tijolo,
já tratam de retorna-lo ao pó.
Ai! O que seria de mim?
Como minha simples mente formou rocha?
A torrente estava a ponto de afogar-me!
Entretanto, a pressão exercida,
com o intuito de destruir-me,
acabou por me transformar em rocha.
Hoje, protestam contra mim, dizendo:
"Não se pode viver numa bolha."
Mas, eu respondo:
"Não é uma bolha em que vivo, é sobre uma rocha."
Rocha, eu não me importo em ser uma ribanceira,
esta corrente já tentou matar-me!
Que eu sirva, então, como rocha de tropeço,
para que essa corrente, enfim, se acabe.
Um composto de minerias,
uma façanha da geologia,
ou um projeto perfeito?
Se eu te delivoro um golpe de espada,
refletes, e com um embalo, repulsas,
minhas pernas e braços em movimento.
Minha lança não te perfuras,
meu martelo não te quebras.
Tu se mantém firme, rocha,
sóbrio, velho e sadio.
Assim como tu são meus pensamentos,
rocha, minério de ferro, hematita.
Por mais que o mundo me abale,
apenas eu mudo sua composição.
Mas, ora, assim diz o ditado:
Que água mole em pedra dura,
tanto bate, até que fura;
e o que não falta nesse mundo é água.
Eles perambulam por aí,
reclamando que o amor é líquido,
mas, ao ver um simples tijolo,
já tratam de retorna-lo ao pó.
Ai! O que seria de mim?
Como minha simples mente formou rocha?
A torrente estava a ponto de afogar-me!
Entretanto, a pressão exercida,
com o intuito de destruir-me,
acabou por me transformar em rocha.
Hoje, protestam contra mim, dizendo:
"Não se pode viver numa bolha."
Mas, eu respondo:
"Não é uma bolha em que vivo, é sobre uma rocha."
Rocha, eu não me importo em ser uma ribanceira,
esta corrente já tentou matar-me!
Que eu sirva, então, como rocha de tropeço,
para que essa corrente, enfim, se acabe.
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