CORAÇÃO NA IMENSIDÃO

À beira mar a saudade e a solidão
São fortes ondas que se debatem,
À solidão: onde está o meu coração?

Sem a atenção dela, indaguei a saudade:
Essa sim me trouxe uma resposta,
Disse-me: _o seu coração está na vontade.

Aí me confundi por um instante,
A vontade! Nunca será o bastante,
A retruquei por outra proposta.

Deixaram-me perdido e foram mar afora,
E agora? Não me deixe também a vida,
Ser levada nessas ondas que ela namora.

Apagada feito os rastros na areia,
Quando sobe a água maré cheia,
Esses que insistem dias sem ideia.

O seu coração nada na imensidão,
Imergindo em oceanos de paixão.
Respondeu antagônica a ilusão.

Preso a uma âncora de amor, à sorte,
Acorrentado, sentir-se-á a sua dor?
Debaixo de muitas águas a morte.

Ipatinga, 21/11/2018

Erimar Santos.
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