ENTRE UM E OUTRO GRITO
Quem imagina um verso e não o anota
Perde a essência de seu momento
Acontece comigo às vezes o absurdo
Em passar a noite versejando solto
E após perder toda ideia remota
Ver-se por ordem todo incompleto
Assim são as chances que se busca e almeja
Passam coloridas pelas sarjetas
As contemplamos e deixamos seguir
Pelas horas macias das preguiçosas sestas
Esvaem-se ligeiras e jamais retornam
E se voltam talvez não venham perfeitas
Onde mora a palavra simples, em qual fonte
Reside também o absoluto ar devaneio
As falhas do que valha o princípio da graça
A generosidade do risco pela ventura
Loucuras do perder-se em outro dia
Porque nos sentimos frágeis e débeis
Esquecemos dos boleros, folhas que bailam
Ante os ditames que desafiam um aflito
Sabor de vento doce recheado de aromas
Que afugenta os dilemas e retoma
Ao menos a vontade de novas conquistas
No silencio sereno entre um e outro grito
Perde a essência de seu momento
Acontece comigo às vezes o absurdo
Em passar a noite versejando solto
E após perder toda ideia remota
Ver-se por ordem todo incompleto
Assim são as chances que se busca e almeja
Passam coloridas pelas sarjetas
As contemplamos e deixamos seguir
Pelas horas macias das preguiçosas sestas
Esvaem-se ligeiras e jamais retornam
E se voltam talvez não venham perfeitas
Onde mora a palavra simples, em qual fonte
Reside também o absoluto ar devaneio
As falhas do que valha o princípio da graça
A generosidade do risco pela ventura
Loucuras do perder-se em outro dia
Porque nos sentimos frágeis e débeis
Esquecemos dos boleros, folhas que bailam
Ante os ditames que desafiam um aflito
Sabor de vento doce recheado de aromas
Que afugenta os dilemas e retoma
Ao menos a vontade de novas conquistas
No silencio sereno entre um e outro grito
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