
A ponte…
Suspensa no silêncio, liga as margens do tempo
E da esperança, atravessando rios e riachos da vida
Trajada com coloridas e insuperáveis perseveranças
A ponte…
Deixa passar este rio que sossegadamente navega
Pra montante,galgando os sensuais atalhos do tempo
E desagua no estuário das maresias mais além a jusante
A ponte…
Que tão esbelta se ergue altiva sobre o rio
Serpenteia a solidão que caminha pelos viadutos
Deste silêncio vagabundeando em reclusão
A ponte…
Sob a laje de pedra ergue-se qual arco sustentado
Nos pilares da fé, numa dinâmica de forças e
Tensões suspensas pelo aço da estabilidade tão quântica
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*