O BEIJO NO ASFALTO
no meio da avenida,
um corpo estendido no asfalto
sutil cheiro de morte
não há quem se importe
quem suporte
tenha sorte
seja forte
sinta o cheiro da morte
por cima de seus ombros largos
jogue seus medos nos lagos
sinta o último afago
sinta o último afeto
voa por cima o inseto
exceto
último tomado de assalto
última tomada no asfalto
no meio, eu vejo
o pródigo,
o cúmplice,
o último, beijo.
um corpo estendido no asfalto
sutil cheiro de morte
não há quem se importe
quem suporte
tenha sorte
seja forte
sinta o cheiro da morte
por cima de seus ombros largos
jogue seus medos nos lagos
sinta o último afago
sinta o último afeto
voa por cima o inseto
exceto
último tomado de assalto
última tomada no asfalto
no meio, eu vejo
o pródigo,
o cúmplice,
o último, beijo.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha