Volúvel querer
Amor fora do tempo não é amor,
É um desamor a si aviltado,
Na solidão doída infame rascunho,
Na solidão doída infame rascunho,
Meneio do livre arbítrio oprimido,
Chorando desejos angustiantes,
Ferido pela razão enlouquecida.
Amor verdadeiro sem sentido,
Além das explicações,
Implicação do implacável destino,
Adestrando o caminho da felicidade,
Sentimento de faces eloquentes,
Pautando a vida aprazível admiração.
O amor aquece a alma,
E o coração apadrinha seus encantos,
Enlevo profundo do juízo amado,
Lisura do espírito que o concede,
Leveza do corpo num êxtase fiel.
Indômito animal é o corpo em chamas,
Abrasado pela compunção tardia,
Ao deitar-se num estranho leito,
Obsequiando a túrbida compleição,
Numa rendição capciosa.
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