O OUTRO
Como pode um simples papel determinar a vida de alguém?
Como?
Eu devia ter vivido mais
Queria ter mais amigos
Queria sorrir
Se eu tivesse alguma chance eu faria diferente
Eu seria mas carinhoso
Estou morrendo e não poso fazer nada não há mais esperanças...
Estava num parque era domingo
Estava chovendo muito
Estava vestido de jeans
Eu andava no chuva com o guarda chuva fechado
Pois queria chorar sem ninguém notar
Foi ai que de longe ouvi um sorriso
Há muito tempo não ouvia um sorriso tão singelo e tão bonito.
Eu perguntei o nome dela
Senti que ela tava com medo
Mas me respondeu.
Conversamos por horas e rimos muito
E nem notamos que estávamos molhados
Sua boca era linda o seu olhar era enigmático
Assim com eu ela tinha segredos
Mas não perguntava
Fomos jantar eu levei flores
Me preparei pra contar a verdade
Ela tinha que saber que eu estava morrendo
Porém ela estava linda
E todas as noites íamos jantar
E toda vez eu mandava flores
E me encantava com o seu olhar
Nunca vivi um amor assim era lindo platônico
Porém hoje resolvi contar meus segredos
E antes de falar ela contou os seus
Vi que eu não era o único
Perguntei se ela ainda o amava ela respondeu "talvez"
Mas logo em seguida ela disse que me amava também
Dei um beijo na testa dela e sai sorrindo
Pois já sabia do futuro
Enquanto o primeiro amor da sua vida não voltar irei fazer ela muito feliz e assim também vou ser feliz.
Ela não precisa saber que vou morrer
E quando chegar o dia irei dizer pra ela não me escolher pois nunca vou proporcionar um final feliz
Quando ele voltar eu vou partir...
E assim morrerei feliz pois vivi feliz.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski