DIALÉTICA METAFÍSICA


Ó tú, que me inquieta e me fustiga a mente

zurzindo meus pensamentos númenos

diante do sagrado onde me curvo à luz

fulgente que ilumina minhas trilhas de trevas.




Ó tú, amante e soberba e superiora serpente

dadivosa do dual saber escarnecido em vida

não sou da tua raça para me quereres féretro

mas preciso trocar a pele para ser regenerado.




Ó tú, que me vergasta até o jorro do sangue

E me fazes alimentar do próprio vômito

não cedo aos encantos e beleza da tua maçã.




Ó Alma minha, gêmea que me quer sem paraíso

Inda que juntos comamos no mesmo prato

dual somos no eterno fogo que nos faz verbo.
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