DIZER “EU TE AMO!”
Talvez afirmes que é muito forte
Alguém dizer a frase que lhe importe
E só se diz no leito vão de morte
Nos últimos suspiros seus;
Talvez tu creias que fica enfraquecida
A frase que é muito repetida.
Mas eu devo, enquanto tivermos vida,
Dizer com estes lábios meus:
Direi “eu te amo” e não direi “Adeus!”
Direi “eu te amo” aos ouvidos teus!
Talvez me digas que é muito cedo
E que essas três palavras te dão medo:
Pavor de estar à beira dum rochedo
Como o prenúncio de um fim.
Então enquanto ainda não é tarde
E enquanto não se torna tão covarde
E o coração no peito meu já arde
Direi tudo que sinto em mim:
Direi “eu te amo!” pois não é ruim
Dizer “eu te amo!” amando tanto assim!
Talvez tu acredites que me engano
E que deliro ainda mais insano
E que preciso de mais de um ano
Pra sentir o amor em que creio;
Mas esse mesmo amor me persuade
A ter certeza, lucidez, vontade
De crer que não me basta a eternidade
Para dizer a frase ao meio:
Dizer “eu te amo!” e eu, de amor tão cheio
Direi “eu te amo pois o amor já veio!"
Talvez concluas que seria incerto:
Sim, como achar as águas no deserto
Numa miragem cada vez mais perto
O que estás vendo mas não crês;
Mas é tão certa neste reles homem
A frase de palavras que não somem,
Palavras que se bebem, que se comem,
Que se dizem se não as lês:
Direi "eu te amo!” pois o amor me fez
Dizer “eu te amo!” sem dizer “Talvez!”
Talvez tu digas: “Ele já não me ama!
Poetas fazem cena! Fazem drama!
Poetas querem pena! Querem fama!”
Mas não sabes nada que sei!
Talvez tu penses: “Este tolo sonha!”
Porém, eu, com a face mais risonha,
Te digo agora sem qualquer vergonha
O que já disse e que direi:
Direi “eu te amo!”; eu te direi “te amei!”
Direi “eu te amo e sempre te amarei!”
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA)
Alguém dizer a frase que lhe importe
E só se diz no leito vão de morte
Nos últimos suspiros seus;
Talvez tu creias que fica enfraquecida
A frase que é muito repetida.
Mas eu devo, enquanto tivermos vida,
Dizer com estes lábios meus:
Direi “eu te amo” e não direi “Adeus!”
Direi “eu te amo” aos ouvidos teus!
Talvez me digas que é muito cedo
E que essas três palavras te dão medo:
Pavor de estar à beira dum rochedo
Como o prenúncio de um fim.
Então enquanto ainda não é tarde
E enquanto não se torna tão covarde
E o coração no peito meu já arde
Direi tudo que sinto em mim:
Direi “eu te amo!” pois não é ruim
Dizer “eu te amo!” amando tanto assim!
Talvez tu acredites que me engano
E que deliro ainda mais insano
E que preciso de mais de um ano
Pra sentir o amor em que creio;
Mas esse mesmo amor me persuade
A ter certeza, lucidez, vontade
De crer que não me basta a eternidade
Para dizer a frase ao meio:
Dizer “eu te amo!” e eu, de amor tão cheio
Direi “eu te amo pois o amor já veio!"
Talvez concluas que seria incerto:
Sim, como achar as águas no deserto
Numa miragem cada vez mais perto
O que estás vendo mas não crês;
Mas é tão certa neste reles homem
A frase de palavras que não somem,
Palavras que se bebem, que se comem,
Que se dizem se não as lês:
Direi "eu te amo!” pois o amor me fez
Dizer “eu te amo!” sem dizer “Talvez!”
Talvez tu digas: “Ele já não me ama!
Poetas fazem cena! Fazem drama!
Poetas querem pena! Querem fama!”
Mas não sabes nada que sei!
Talvez tu penses: “Este tolo sonha!”
Porém, eu, com a face mais risonha,
Te digo agora sem qualquer vergonha
O que já disse e que direi:
Direi “eu te amo!”; eu te direi “te amei!”
Direi “eu te amo e sempre te amarei!”
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA)
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