Tinta De Cerejeira
Tinta de Cerejeira
Eu amava escrever
Derramava meus males e bens
Em um puro e inocente papel
O pintando com meus pecados
Ridicularizando minha vida
E enaltecendo minha morte
Eu amava o som da caneta
Criando palavras
Recriando pedidos de ajuda
E mostrando meu desespero
Eu adorava escrever
Sobre um garoto o qual eu amava
O qual ainda amo
O qual me amou
Eu criava palavras de amor
Palavras de ilusão
Para viver um sonho
Que era meu maior pesadelo
Escrever era bobo
Idiota
Patético
Por isso eu adorava escrever
Escrever era como eu
Rabiscos de letras
Recriavam minha vida
Ouviam meus clamores
E gritavam em um espelho
O que ja eu sabia
Eu queria pintar
Em minha carne e osso
Com uma chama ardente
Todas as vezes que errei
Eu queria marcar em minha mente
Com uma lâmina afiada
Todas as vezes que pequei
Porém tudo que consegui
Foi escrever em minha alma
Com meu próprio sangue
Todas as cicatrizes que ainda tinha
Pegue sua melhor faca
Abra meu coração
E o dilacere
Para que de corpo e alma
A dor seja igualmente excruciante
E sua tortura possa arruinar
A pureza de meu papel
Para o que o meu papel que se despedaçou
A tinta que o encharcou
E o sangue que de minhas palavras se derramou
Não sejam lidos em vão
Como assim foi a morte de meu amargurado coração
-eerina
Eu amava escrever
Derramava meus males e bens
Em um puro e inocente papel
O pintando com meus pecados
Ridicularizando minha vida
E enaltecendo minha morte
Eu amava o som da caneta
Criando palavras
Recriando pedidos de ajuda
E mostrando meu desespero
Eu adorava escrever
Sobre um garoto o qual eu amava
O qual ainda amo
O qual me amou
Eu criava palavras de amor
Palavras de ilusão
Para viver um sonho
Que era meu maior pesadelo
Escrever era bobo
Idiota
Patético
Por isso eu adorava escrever
Escrever era como eu
Rabiscos de letras
Recriavam minha vida
Ouviam meus clamores
E gritavam em um espelho
O que ja eu sabia
Eu queria pintar
Em minha carne e osso
Com uma chama ardente
Todas as vezes que errei
Eu queria marcar em minha mente
Com uma lâmina afiada
Todas as vezes que pequei
Porém tudo que consegui
Foi escrever em minha alma
Com meu próprio sangue
Todas as cicatrizes que ainda tinha
Pegue sua melhor faca
Abra meu coração
E o dilacere
Para que de corpo e alma
A dor seja igualmente excruciante
E sua tortura possa arruinar
A pureza de meu papel
Para o que o meu papel que se despedaçou
A tinta que o encharcou
E o sangue que de minhas palavras se derramou
Não sejam lidos em vão
Como assim foi a morte de meu amargurado coração
-eerina
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