LANCINANTE
Sei do amor
Que parte a fala ao meio;
Da longitudinal distância exangue
Que se esvai severa
E deixa o dorso quedo;
Frívolo estupor que mingua a veia
Como se pudesse viver
Desprovido sequer de um ai
Pelo fio e frio apelo
Da misericórdia que torna pio
A incessante insensatez
Insegura e injusta dor
De galgar atroz
O que põe doido
Resvala a arte
Em sua lancinante
Inoportuna sorte
Como se também soubesse ela
O dia infinito
Que parto eu
Junto a minha morte
Que parte a fala ao meio;
Da longitudinal distância exangue
Que se esvai severa
E deixa o dorso quedo;
Frívolo estupor que mingua a veia
Como se pudesse viver
Desprovido sequer de um ai
Pelo fio e frio apelo
Da misericórdia que torna pio
A incessante insensatez
Insegura e injusta dor
De galgar atroz
O que põe doido
Resvala a arte
Em sua lancinante
Inoportuna sorte
Como se também soubesse ela
O dia infinito
Que parto eu
Junto a minha morte
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia