MEMÓRIAS

O Arquiteto Supremo do Universo
Anda construindo um mundo à parte.

Nesse empreendimento de divinas jornadas
Determinou ao barqueiro primaz
Arrebatasse para o reino enlevadas
Preciosas joias de fina estirpe
Ainda que não garimpasse tão justos e perfeitos
Ao menos determinados a genuflectir
Ante a magna profusão celestial.

Agindo o anjo de obediência máxima
Ceifou recente então pelas beiras raras
Recolhendo da fina flor na obediência
Duas incólumes insignes graças
Dois vesuvios, dois irmãos
Levando-os para outras esferas no intuito
De engendrarem apriscos em novos templos.

E se aos arcos faltam estes pedreiros hoje
Deixaram nas memórias, alças e afrescos
As formas puras das suas mãos.
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