EU TE VI NUA DE CORPO E DE ALMA!
... imóvel
e incapaz de fazer alguma coisa,
vi-te perdida no caminho e te vi,
com suas máscaras
a voar por céus,
por mares e por leitos de rijas
e ásperas belezas;
por detrás
da lentidão habitual com que
caminha nossas vidas, vi-te perdida
com uma falsa aura
furtiva
e te avisei
que a mágina não era essa
e sim tentar compreender e melhor escolher
entre a celebração das coisas
onde fomos jogados.
Já com teus
sonhos cansados pelos invernos,
pelos outonos e pelas frequências constantes
a cafés-concertos e camas,
próxima à morte,
tu me escreveste, dizendo:
“É, por que não te ouvi, quando falavas
que chegaria, enfim, o tempo
do tarde demais?”
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